
Acordámos com o desejo de ver o bebé. Ficamos muito ansiosos por o espreitar, mesmo sabendo que está tudo bem. Apetece ter uma janela na barriga, para o poder ver sempre que apetece (tipo: sempre!)
Por esta altura, de manhã, pareço apenas gordinha. E à noite já pareço uma grávida convicta! As mamas doem-me. Muito. Mas já doeram mais. E os sinais de que tenho um bebé comigo, o tempo tempo, agarrado a mim que nem lapa, são apenas estes. A barriga crescente e as mamas doridas. Tem sido maravilhoso! Sem enjoos, sem tonturas, sem cansaços... só a parte boa de sentir que estou a gerar uma vida. E é tão grandioso que nem consigo descrever o que me faz sentir esta consciência!
O bebé (já podemos tratá-lo por António - não há dúvidas: é um menino!) está óptimo. Cheio de espaço para existir. Mexe-se muito durante as ecografias, a não ser que esteja a dormir, dormitar, ou apenas a descansar, como hoje. Nestes casos, precisamos de o mexer para ele acordar.
Eu, barriga, crescente, parece que estou gorda! Tenho 3 Kgs a mais do que deveria ter por esta altura. Parece que vou ter que reduzir os hidratos de carbono e abusar nos vegetais. Comer de duas em duas horas. Fruta fora das refeições. E uma série de outras recomendações que prometo cumprir (ou tentar, na maior parte das vezes).
Ando feliz! E essa é a parte mais importante de todo o processo. Sentir-me mãe, mulher. Adorar ter uma barriga que cresce e passar por todas as transformações que estão a acontecer.
